sábado, agosto 05, 2006

Arthur Lee

Ainda ontem fui ouvir um disco que não ouvia há algum tempo, o Forever Changes, dos LOVE (1967), um dos melhores pedaços de música que tive oportunidade de saborear, um dos discos da minha vida.
Pois hoje, assim que vi a capa do Público, lá vinha a notícia da morte de Arthur Lee (1945-2006). Foi leucemia, dizem. Ao que consta, morreu quase sem meios financeiros para pagar a conta do hospital.
Teve uma carreira irregular. Após a saída da obra-prima (Forever Changes), andou desaparecido das lides musicais, mais virado para problemas com drogas, armas, prisão, indigência...
Em 2002 reabilitou os LOVE para uma triunfal digressão, que até passou pelo Sudoeste, mas... sem o próprio ter aparecido, pelo que a banda acabou por tocar mesmo sem o líder.

Fizeram 3 álbuns:
Love
DaCapo
Forever Changes

Quando terminou o Forever Changes, disse numa entrevista que pensava morrer logo a seguir. Tinha escrito o seu epílogo.

"Sitting on a hillside
Watching all the people die
I'll feel much better on the other side."
(do tema Red Telephone)

sexta-feira, agosto 04, 2006

Pro-Test Singer

Um cantor de protesto que protesta contra os desfavorecidos...

Um moralista acérrimo defensor dos mais retrógrados ideais é idolatrado e seguido...

Uma cruzada contra a droga de alguém que enriqueceu por causa dela...

Um Robin dos Bosques invertido...

Manobras de diversão tipo CIA que fazem vencer eleições...

Todos os críticos são perigosos comunistas inimigos dos USA...

Os media encenam o seus números de circo, os seus donos são poderosos milionários, intocáveis porque detêm os meios de desinformação, gananciosos e galardoados pela sociedade, a qual não entende que é constantemente manipulada e vigiada...

Um inimigo sempre à mão para servir em qualquer ocasião...Um Bin Laden, um Saddam, e milhões dos contribuintes que são ludibriados para apoiar uma guerra distante contra um novo Hitler criado por encomenda para justificar o orçamento militar...o Conselho Nacional de Segurança manda mais do que os eleitos e não presta contas a ninguém...

As referências dylanianas distorcidas (the times are a changing back , bob on bob,...) que servem a intolerância, a mentira, o sonho americano é ser mais rico que o vizinho sem olhar a meios, o roubo como sistema de valor e por aí fora...os fracos não contam, são silenciosos e nada põem em causa...

The show must always go on!

Claro que tudo isto não acontece na vida real (fiquem descansados!), mas apenas num filme que acabei de ver: "Bob Roberts", com um Tim Robbins fabuloso que realizou, escreveu o argumento e protagonizou.

Podemos dormir na paz do senhor.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Listas

Lista de devedores ao fisco.
Que treta é esta?
Uma governação tipo mercearia ou peixaria de bairro?
Nem o Norberto se lembraria desta!

Mais um passo para o fim das liberdades.

Ai Portugal, hoje és nevoeiro...

quarta-feira, julho 26, 2006

O Chefe Recomenda...



Tomates com atum.

Eis o meu repasto preferido no Verão.

Leva tomates e uma lata de atum. Junta-se sal e cebola, tempera-se com azeite e vinagre e oregãos por cima. Acompanha bem com vinho branco, verde ou mesmo cerveja.

É de comer e babar por mais.

Até junto uma fotografia do último que fiz. Nhaaam!!

quinta-feira, julho 20, 2006

3 propostas sonoras

África...Portugal...Som...Kuduro...Hip-Hop...Vibrações...Electro...Multiculturas...Cores...Macacos...
Aqui...Agora...Dança...Lx...Mundo...Suor...Corpo...
Máquinas...Cruzar...Criar...1.2.3.4...a Curtir!!!

Conjunto Ngonguenha (Angola) Ouvir...

Buraka Som Sistema (From Buraca para o mundo) Ouvir...

Macacos do Chinês (Amadora/Aveiro/Cabo Verde) Ouvir...

quarta-feira, julho 19, 2006

O Crava



...esse espécimen da fauna urbana nacional que é o crava.

O crava é um tipo simpático. Gosta de conviver e de fazer amizades. Ajuda velhinhas a carregar sacos de compras, bilhas de gás, a atravessar passadeiras- que como sabemos são muito perigosas, presta-se a chamar um táxi, a orientar uma manobra de estacionamento, e por aí fora. Adora fazer favores e espera ser recompensado. Pode ser uma moedita, um cigarrito, uma bica, ou qualquer coisa para trincar (os bolos estão no top das preferências).

O tipo chega de mansinho e mete conversa de circunstância. O futebol resulta sempre. Concorda sempre com o seu interlocutor, ganhando assim a sua simpatia. E, no momento certo, logo crava um cigarrito. A primeira vez é a que custa mais. A partir daqui, com a situação desbloqueada, é sempre a cravar. Sempre que aparece crava. Lá faz o seu favor da ordem, mas sempre com o pensamento na recompensa. Torna-se imprescindível e o cravado arrota. É uma troca. Ele oferece os seus serviços e os outros pagam. Só que, passados uns dias aquilo começa a parecer obrigação e o cravado, já farto, quer ver-se livre do tipo. Só que não é fácil. Nem pode ser de uma forma abrupta. Há que ir preparando o crava para o fim do cravanço, não vá o gajo passar-se e sabe-se lá do que um maluco é capaz quando se passa dos cornos. Um gajo começa por dizer que “isto ´tá mal”, “estou a deixar de fumar”, “ando mal disposto com os cafés”, e por aí fora. Assim o crava vai concordando, começa a magicar maneiras de arranjar outro tipo para cravar, já só aparece esporadicamente, até que consegue outro que lhe sustente o cigarro, a moeda e a bica.

No que se refere à moedita, há quem consiga convencer incautos com os mais variados argumentos:
- A mãe gravemente doente a precisar de medicamentos;
- O leite para a criancinha que hoje ainda não comeu (há dois anos que espero pelos 10 euros que emprestei a um gajo conhecido de infância e que ficou de pagar no dia, jurava ele pela saúde da filha);
- Faltam 50 cêntimos para o bilhete;

Agora há coisa de dias, apareceu-me um tipo que eu nunca tinha visto. Estendeu a mão para me cumprimentar, deu os bons dias e então tudo bem? naquela de meter logo conversa e ganhar a confiança. A seguir saiu-se com esta:
- Eh pá, desculpe lá, mas você na sexta-feira enganou-se aí no troco que me deu.
Como assim? Perguntei-lhe eu para que se explicara e para me dar tempo de perceber melhor se ele me queria enganar. A seguir o tipo diz que tinha pago 2 maços de português com 20 euros e que eu lhe tinha devolvido só 4.50 euros de troco, faltavam 10 euros. Então, eu digo-lhe:
- Olhe, se eu não me lembro de alguma vez o ter visto na minha vida, como é que lhe vendi 2 maços de tabaco?
- Não se lembra?, diz ele, estive aqui com a minha filha pequena e tudo…olhe que é verdade, você enganou-se, veja lá isso… Depois eu disse:
- Olhe o senhor devia ter verificado o troco na altura, agora não lhe posso fazer nada…se eu devolver dinheiro a cada um que me aparecer aqui a reclamar vou à falência rapidamente, não acha? A seguir o tipo foi-se embora, dizendo para eu ver melhor que depois passava por lá mais tarde.
Até hoej não o voltei a ver.


É certo que há vários géneros de crava, mas este último foi uma novidade para mim. Já me tinha aparecido com pinta de janado, vinha com uns phones nos ouvidos e que me perguntou por pilhas. Quando disse o preço, o tipo pediu para o deixar levar logo as pilhas, que ia a casa buscar o dinheiro. Eu disse-lhe, então vai primeiro a casa buscar o dinheiro que depois levas as pilhas. Era para ir já a curtir um granda som! Eu juro que venho cá pagar! Nada feito. Não cedi.

…
Cada crava desenvolve a sua especialização, formas de abordagem e locais de cravanço.
Veja-se os arrumadores de carros com os seus locais e horários previamente definidos, e ai de quem ousar tomar-lhes o lugar. Dá logo espiga. Isto é uma espécie de licença não escrita, que os habilita a explorarem determinado local, a determinadas horas, e mais ninguém está autorizado a fazê-lo. Cada um tem um espaço concessionado e mais nada. Devido ao desrespeito por esta norma já vi cenas de porrada da grossa, com naifas e pedras de calçada ao barulho.


Também há o crava itinerante. É aquele não tem poiso certo. Vai vagueando. Dá sempre a sensação que vai muito apressado e cheio de afazeres, mas é só encenação. Ao se cruzar com uma pessoa faz cara de enjoado e/ou adoentado e crava. Só custa o primeiro, porque a partir dali e quase sempre à mesma hora lá vem ele ao mesmo. Os tipos fixam os horários, as rotinas dos outros e o que mais for preciso só para lhes cravarem qualquer coisa.

Depois há o crava arrogante. Primeiro faz um voz meiguinha e pede a moeda. Se não derem, volta as costas e vai-se embora a rogar pragas e a chamar nome feios às pessoas. Desta forma vai perdendo clientela, mas é o seu mau feitio a funcionar e não há nada a fazer.

Há ainda o crava de ocasião. Não é propriamente um profissional, não é o seu modo de vida, por assim dizer, mas como não compra tabaco vai cravando aqui e ali. É bem capaz de estar ali uma meia-hora na palheta e, depois de apalpar os bolsos e nada encontrar, pede desculpa e “desenrasca-me lá aí um cigarrinho, s.f.f., que me esqueci dos meus!”.

Certa vez fui abordado por um individuo, a quem eu conheci-a só de vista, e que me pediu 5 euros emprestados para ir ao Intermarché, e que ficasse descansado que logo à tarde já tinha dinheiro e pagava-me. Recusei e, perante tanto insistência, aconselhei-o a fazer as compras à tarde, uma vez que já teria dinheiro nessa altura.

Agora conheci um tipo que se diz vindo da Bulgária e que costuma estar à porta do Minipreço da rua Bartolomeu Dias, mas que também faz a Igreja de Sta.Maria aos domingos. Queria que eu lhe carregasse o telemóvel, mas eu não tinha forma de o fazer e aconselhei-o a ir a um café. Respondeu que não lhe carregavam o aparelho se não consumisse e ele não tinha dinheiro…mas tinha telemóvel (!?).

Não me posso esquecer de mencionar aqui o Tonho Cigano, que bate metade da rua dr.Manuel Pacheco Nobre e controla a zona do talho do Lino. Várias vezes me desenrascou e várias vezes me cravou. O pior é quando bebe demais. Cada vez que isso acontece há merda. Anda à porrada por dá cá aquela palha, diz que vai ao Lavradio desenterrar uma pistola e mata alguém, insulta tudo e todos e às vezes vai acabar no hospital, de onde se pira assim que se pode ter em pé.
O arrumador do Intermarché, cuja estratégia passa por subir a perna da calça e exibir uma ferida nojenta que dá vómitos e pedir uma moeda para comprar medicamentos para curar aquilo. E o Tonho Maluco, sempre vestido com a farda azul da câmara, onde em tempos terá trabalhado. Este não me crava, mas às vezes pago-lhe um café. A sua vocação é a porta da Igreja de Sta.Maria e cemitérios em dias de mais movimento. Posso afiançar que o tipo tem manhãs de Domingo em que faz 25/30 euros sem se chatear. Depois, guarda uma parte e o restante vai gastá-lo com putas agarradinhas. E é tudo o que o Tonho precisa para viver. Paga 70 euros por mês para ir comer à Misericórdia e se não é feliz, parece.

É um modo de vida e, além do mais, cravar não é roubar.

terça-feira, julho 18, 2006

O Canto da Sereia

Em pleno carnaval baiano, enquanto actuava em cima do trio eléctrico para uma multidão extasiada, a mais famosa cantora pop é assassinada. Chamava-se Sereia. Suspeitos: Todos.

Está assim dado o mote para a entrada em campo do detective Agostinho Matoso, mais conhecido por Augustão, que ao longo de uma semana alucinante nos transporta através de uma Baía fervilhante, com os seus curiosos personagens e situações: uma poderosa mãe-de-santo, uma estrela da música com ascensão meteórica, polícias que vendem informações, lutas políticas, os meandros do mundo do espectáculo, piratas informáticos, sexo, droga, álcool e toda uma cidade extravagante que nos é dada a conhecer.
De surpresa em surpresa até ao desvendar do mistério, tudo vai ser vasculhado pelo investigador Augustão (especializado em casos de adultério), com a preciosa ajuda do seu computador, ou recorrendo aos métodos mais imaginativos e ilegais. Para além do mais, ele também é jornalista, usando o pseudónimo de Lucas Barbosa, e inspira-se nas próprias investigações que leva a cabo, ou então inventa histórias.

Um verdadeiro deleite, um livrão passado na era do candomblé high-tech.

O livro é de 2002, tendo saído por cá em 2005, pela editora Palavra.

O autor, Nelson Motta, é tudo e mais alguma coisa. Escritor, jornalista e produtor musical, é autor de músicas como DancingDays e Coisas do Brasil. Conviveu de perto com alguns dos maiores nomes da MPB – de João Gilberto a Chico Buarque , de Edu Lobo a Tom Jobim .
Trabalhou com Marisa Monte, Daniela Mercury , Elba Ramalho, Gal Costa, Elis Regina, Simone e Leila Pinheiro.
Conheci-o através do programa Manhattan Connection que dava no canal GNT.

quinta-feira, julho 13, 2006

Nós Daqui e Vós Dali



Mais uma bela foto aqui do je.

Banda sonora:

"Nós daqui e vós dali"

Gaiteiros de Lisboa

terça-feira, julho 11, 2006

Syd Barrett

1946-2006

O Syd Barrett morreu. Tinha 60 anos.

Um dos fundadores dos Pink Floyd.

Gravou 2 discos a solo.

Mas ele já não andava por cá há muito tempo.

Tinha partido numa viagem sem regresso.

Há muito tempo.

Paz à sua alma.

Avenida da Praia




Armei-me em fotógrafo e acho que não me saí nada mal.

Não foi como daquela vez em que saiu uma máquina pela assinatura da revista Time (ou teria sido a Newsweek?), fui para o Porto passar um fim-de-semana, fartei-me de tirar fotos e só na 2ª Feira quando ia tirar o rolo para mandar revelar, verifiquei que, pura e simplesmente, não havia rolo nenhum.

E também não foi como daquela vez em que pedi à minha namorada uma máquina xpto, com objectiva e zoom e mais não sei, fui para Castro Verde e Mértola tirar belas fotos às cegonhas e aos seus ninhos, vim de lá entusiasmado com a cena e quando chego ela diz-me que o rolo que eu tinha usado era só para tirar fotografias de noite.

A partir daí deixei-me disso.

segunda-feira, julho 10, 2006

Tá Bem Melgas!

Quer-se dizer..., há quatro anos, no Mundial da Coreia-Japão, o nosso João Pinto foi crucificado e corrido da selecção porque deu um encosto de mão num árbitro...e ontem o Zidane dá uma cabeçada a um italiano, de fazer inveja ao João Matateu, e é eleito como o melhor jogador?! Eu queria ver se o gajo fosse tuga aquilo que iriam dizer e fazer ao morcão. Ah, é verdade, o tipo tem um contrato com a Adidas para os próximos anos, e apesar de ter arrumado as botas, vai continuar a encher os bolsos.

É claro que se trata de um grande jogador, isso não contesto, mas aquilo não se faz!

Mais, os franceses não se cansaram de dizer que nós simulamos faltas, somos sarrafeiros, e somos feios, porcos e maus. No entanto, Portugal não ganhou nenhum penalti por simulação e a França teve dois, como o de ontem, numa jogada em que o italiano encolhe a perna para evitar o contacto, mas o espertalhão do champignon atira-se para a piscina e o árbitro faz-lhe a vontade.
E depois o Cristiano Ronaldo é que era fiteiro. Eles estavam era cagados de medo de passarem pela vergonha de eventualmente perderem com o país dos empregados de mesa, das limpezas e da confecção de baguetes. Teria sido uma grande vergonha para eles perderem com o país da Linda de Suza! Nunca mais se recuperavam do trauma!

Gostei de ver os spaguettis a ganhar a taça e acho que ontem foram melhores, apesar de terem ganho à Austrália, nos oitavos, com um penalti inventado por um árbitro espanhol, aos 95 mns de jogo!? Mas ontem mereceram.

Assim, a classificação final ficou da seguinte forma:
1º Itália Puma
2º França Adidas
3º Alemanha Adidas
4º Portugal Nike

Ora deu-se aqui uma oportunidade à Puma, para não ser sempre a Nike e a Adidas a comerem a maior fatia do bolo.

A equipa que mais gostei de ver jogar foi a Argentina, mas durante a fase grupos, porque depois entraram naquela lógica defensiva e de jogo pastelão e foi o que se viu: foram eliminados pela Alemanha. Também gostei de ver o Togo e acho que mereciam ter ido mais longe.

Por agora chega. Vou tirar o futebol da minha cabeça durante uns tempos, porque isto foi uma overdose de bola até mais não...foi demais! Adeus redondinha, até mais ver! Pum! Zás!Daaa-se!!

Isto Anda...

Isto anda uma bela merda!
Não consigo juntar imagens.

quarta-feira, julho 05, 2006

Arranja-me um Campeonato do Mundo, S.F.F!

Agora que perdemos - mais uma vez estivemos quase - e a grande ilusão deste carnaval fora de época terminou, temos que encontrar culpados para expulsar a imensa desilusão que sentimos. Há já alguns dias que os brasileiros sentiram o mesmo, embora nós tenhamos jogado um pouco melhor.

Pois tem circulado pelo Brasil, pela net e não só, um texto que aqui deixo para culparmos os mafiosos da Fifa, e das marcas que enchem os bolsos à conta dos amantes de um jogo belo e fascinante, mas que está podre...

"Falando em Copa, repasso esta mensagem que está circulando pelo Brasil...
Depois de lida, cheguei à conclusão que venderam-se de novo, que aquele joguinho sem-vergonha de ontem fazia parte dos obscuros acordos de 98.. O que o Chirac fazia ali? E o Zidane caindo na gargalhada de felicidade antes mesmo do jogo começar? Porque o Parreira estava tão sereno? Mas o povo não é mais tão otário como antes. Manchete do Globoonline: Jogadores do Brasil desembarcam em SP sob gritos de 'vendidos', 'traidores' e 'mercenários'.
Por isso é bem difícil que Portugal ganhe. O campeão pra mim será um dos patroes da UE: França ou Alemanha. A Copa virou jogo de cartas marcadas, gente! A ultima e unica vez que o Brasil foi campeão na Europa foi em 1958!!!.

o Brasil VENDEU a copa do mundo para a Fifa.

Os jogadores titulares brasileiros [em 1998, França] foram avisados, às 13:00 do dia 12 de Julho (dia do jogo final), em uma reunião envolvendo o Sr. Ricardo Teixeira (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o Técnico Mário Zagallo, o Sr. Américo Faria, supervisor da seleção, e o Sr. Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike.
Os jogadores reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do hotel. A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o penta-campeonato mundial por sediar a Copa do Mundo. A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$ 400.000,00 para todos os jogadores e integrantes da comissão, num total de US$ 23.000.000,00 vinte e três milhões de dólares) através da empresa Nike.
Além disso, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de elite da empresa, como o próprio Ronaldo, Raul da Espanha, Batistuta da Argentina e Roberto Carlos, também do Brasil.
Mesmo assim, Ronaldo se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Zagallo a escalar o jogador Edmundo, dizendo que Ronaldo estava com problemas no joelho esquerdo (em primeira notícia divulgada às 13:30 no centro de imprensa) e, logo depois, às 14:15, alterando o prognóstico para problemas estomacais). A sua situação só foi resolvida após o representante da Nike ameaçar retirar seu patrocínio vitalício ao jogador, avaliado em mais de US$90.000.000,00 (noventa milhões de dólares) ao longo da sua carreira.
Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante o 'Golden Goal' (prorrogação com morte súbita), porém a apatia que se abateu sobre os jogadores titulares fez com que a França, que absolutamente não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do time brasileiro, os primeiros gols.
O Sr. Joseph Blatter, novo presidente da Fifa, cidadão franco-suíço, aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que o campeonato mundial trouxe equilíbrio à França num momento das mais altas taxas de desemprego jamais registradas naquele país, que serão agravadas pela recente introdução do euro (moeda única européia) e o mercado comum europeu (ECC). Garantiu, também, ao Sr. Ricardo Teixeira, através de seu tio, João Havelange, que o Brasil terá seu caminho facilitado para o penta-campeonato de 2002.
Por gentileza passem esta mensagem para o maior número possível de pessoas, para que todos possam conhecer a sujeira que ronda o futebol!"

búúúúúú...!

Os franciús cheiram mal e são panilas!

sexta-feira, junho 30, 2006

Amantes na Casa Branca?



Vem na capa do tablóide americano "The Globe": Bush e Condoleeza Rice andam envolvidos não só politicamente, mas também sentimentalmente.

A Casa Branca já negou a história. E parece que a esposa do homem mais poderoso do mundo, a sra.Laura Bush, já está ao corrente de tudo e terá até pernoitado num hotel de Washington, após ter confrontado o marido sobre o assunto... a carne é fraca, todos o sabemos.

Aqui há uns anos foi um fartote com o caso do Clinton e da Mónica. Agora com estes conservadores e defensores da moral e dos bons costumes a governar como é que vai ser? Será verdade? Continuará a maioria dos média a dar cobertura ao Bush e aos seus amigos da onça?

Que nome darão ao caso, Condigate...?

Aguardemos...

Isto até me dá vontade de rir!

Ah! Ah! Ah!

quinta-feira, junho 29, 2006

Leituras ao Sol

Pois bem, acabaram-se as férias...por agora, e voltamos à normalidade e à rotina, mas com as forças quase recuperadas, que isto ainda leva uns dias a entrar na cena. Aliás, nem se deve entrar logo a matar porque uma pessoa pode ficar traumatizada para o resto da vida!

Outras virão e vai disto que é festa!

Li dois bons livros nestas férias:

"Sahara" de Michael Palin
"Alamut" de Vladimir Bartol

O primeiro relata as viagens do autor pelo grande deserto do planeta, acompanhado pela sua equipa da BBC para gravarem precisamente uma série de programas que passaram na 2: e, acho eu, no People & Arts. Algumas partes reconheci logo porque já tinha visto nos programas, enquanto que a maior parte me eram totalmente desconhecidas.
Comprei-o no aeroporto um pouco antes de apanhar o avião e bem que valeu a pena!
O livro é tão absorvente, que me imaginei eu próprio a calcorrear aquela imensidão à descoberta dos cheiros, sons, pessoas, cores, e a sentir o calor e o frio...Apenas na parte referente à Tunísia é que eu tinha experimentado os lugares referidos pelo Michael Palin, como por exemplo os locais onde foram gravadas cenas do filme "A Vida de Brian". Aliás, já na altura em que lá estivemos nos disseram logo que lá tinham gravado o filme, bem como cenas da "Guerra das Estrelas" e de outros que não recordo. Claro que temos fotos que comprovam que estivemos lá.
Bom, acabei o livro mas fiquei com vontade de o voltar a ler, porque fiquei com a sensação de ter escapado tanta coisa ainda por descobrir. Mas o livro deixou-me foi uma grande vontade de ir a alguns dos locais mencionados...isso é que era do baril!




O segundo livro, conta a história da célebre seita dos Assassinos e do seu líder carismático, Hassan Ibn Saba. Passado no ano 1000 d.c., ao tomar o castelo de Alamut, situado nas montanhas onde hoje é o Irão, desenvolve um grupo de fanáticos que estão dispostos ao martírio na guerra santa contra os turcos seljúcidas que governam o Irão e que obedecem cegamente aos mandamentos do seu líder. Este treina um grupo de soldados mártires, oferece-lhes haxixe e mulheres, e escolhe alguns deles que ficam com a ilusão de terem estado uma noite no próprio paraíso. Este ideia espalha-se rapidamente e consegue manipular milhares de fiéis que aderem à causa ismaelita (um ramo do xiismo) e vão combater todos os seus inimigos com a promessa de que assim cumprem uma missão divina que os levará aos prazeres do paraíso. Uma ideia bastante actual.

domingo, junho 11, 2006

Férias



DE FÉRIAS

Como os burros

Até Breve

quarta-feira, junho 07, 2006

Eles Andam Aí!


Um tipo da extrema-direita, que apareceu ontem numa reportagem da RTP 1 mostrando uma arma e dizendo que estão prontos para ocuparem as ruas, foi detido. Até parece que o gajo é burro! Parece…mas a mim ninguém me convence que ele ao dar a cara e ao dizer o que disse, o fez ingenuamente. Que podem ocupar ruas quando a hora chegar, que não vão permitir que aconteça o que aconteceu em França (sempre os imigrantes), que estão todos bem armadas, etc…
Acham que não houve aqui uma deliberada intenção de provocar as coisas? E vindo de um gajo perigoso que esteve envolvido na morte de Alcino Monteiro!

Pois bem, apareceu há uns tempos um tal de PNR (Partido Nacional Renovador) de cara lavada, chefiado por um certo Pinto Coelho, que é um tipo com um discurso mais moderado, com a intenção de elegerem alguém para deputado, piscando o olho à população descontente e mais incauta. Já não é aquela estratégia da porrada em tudo o que não cheire a português (e que só os prejudicou). Aliás, um argumento vastamente subjectivo para um povo que é resultado de uma mistura. Mas enfim.
Agora a coisa parece mais formal, já que o tipo tem um discurso articulado. Mas a finalidade é a mesma. Aproveitam as questões onde existem falhas do sistema, como a segurança, e exploram-nas. E muita gente não se importaria de sacrificar direitos por causa da segurança. Mas deixem-nos mandar nisto que logo vão ver como elas fervem!

O PNR faz o trabalho limpo - penetração no sistema político ; os skins fazem o trabalho sujo - apologia do ódio e da intolerância com recurso à violência quando chegar a hora. E eu estou convencido que essa hora chegará. Infelizmente. Como também estou convencido de que há cada vez mais pessoas que os apoiam, embora não pareça.
Eles parecem diferentes, mas é só no discurso.

Agora os tipos fazem o papel de vítimas e obtêm uma grande publicidade.
Alguns acham piada a isto e alguns simpatizam com o que eles dizem.
E quando os alguns forem muitos ? Como é que vai ser?
A mim cheira-me que isto vai dar merda e da grossa!!

terça-feira, junho 06, 2006

La La La La La La La La La La La...


I´M FroM BArceLonA

"We´re From Barcelona"

São de Barcelona e vêm da Suécia...

Lembrem-se...

" Sem um inimigo justificável e visível, nenhuma nação ou população, por mais enganada que seja, abdicará voluntariamente dos seus direitos e liberdades individuais."