domingo, maio 07, 2006

Pessoa - Barreiro


POEMA PIAL

Casa Branca - Barreiro a Moita(Silêncio ou estação, à escolha do freguês)

Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.
Pia número UMPara quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS,Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número SETE,Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,Tampa nas pias!

Fernando Pessoa

Proibições Parvas



Este mundo está perdido!

Então não é que ouvi hoje dizer que os iluminados de Broxelas se preparam para proibir ou limitar a venda de carvão, pondo desta forma em causa algumas das maravilhas a que ainda temos acesso nesta vida: os coiratos...as sardinhadas...as bifanas...as entremeadas.

É para seguir a norma americana.

Parece que querem tudo eléctrico e não sei quê!

Mas o que é isto?

É o tabaco, são os galheteiros, é a matança do porco, é isto e mais aquilo...e agora o churrasco!?

Que grande cambada de melgas! Sabem lá eles o que perdem, os ignorantes que só consomem comida enlatada e geneticamente modificada! Tão modificada que já os tipos andam marados a engendrar estas proibições parvas!

Há lá algo melhor que uma boa sardinhada! Isto é o fim de uma era!

Daqui a pouco já não se pode fazer nada do que é bom. É só proibições...Querem impor um mundo uniforme.

Porque é que não proibem as guerras, o tráfico de pessoas, as lavandarias off-shores, a corrupção, a fome, as mentiras com que nos governam, etc,etc?

Qualquer dia só comemos pizas, cachorros, hamburgueres e enlatados !

Já não se pode comer, beber e f***r livremente ?!

Puta cus pariu !

quinta-feira, maio 04, 2006

Chineses

Há dias a conversa foi parar a um assunto que, já há algum tempo, me intriga sobremaneira. É sobre pessoas que todos os dias encontramos, com quem falamos e a quem não resistimos a comprar uma qualquer bugiganga baratuxa. Tem a ver com os chineses que nos últimos anos têm escolhido o nosso país para viverem...e para morrerem também, suponho eu. E digo suponho porque, de facto, ainda não encontrei ninguém que tivesse presenciado ou sabido de um funeral de um chinês!
Eu nunca vi!
Já perguntei ao Casaca da agência funerária e a sua resposta foi que nunca fez nenhum funeral com chineses, nem os colegas de outras agências que ele conhece fizeram. Uma senhora que trabalha no bloco operatório do hospital do Barreiro afirma que nunca apanhou nenhum chinês por lá. Perguntou aos colegas de diferentes turnos e nada.
Ora, está visto que há aqui matéria para especulação...
Houve um senhor que até disse que os tipos não são enterrados, nem cremados, nem nada...são cortados aos bocados e comem-nos(!!??), ou então são carne para chop sueys e afins nos seus restaurantes. Outro disse que são congelados e enviados para a China em arcas frigoríficas para serem lá enterrados.
Bem, custa-me a acreditar nestas teorias, mas é o que se diz por aí. Certamente por ignorância.

Já alguém viu um funeral de um chinês em Portugal?

sexta-feira, abril 28, 2006

Zarpar Daqui


Este fim-de-semana vamos zarpar daqui para fora para arejar a mente e o espírito no Algarve. Entre o indispensável, para além dos comes e bebes, está a música. Estas vão-nos guiar no mp3 a bom porto:

Amadou & Mariam "Les temps ont changé"
Bob Marley "So much trouble in the world"
Damian Marley"Welcome to jamrock"
Neil Diamond "Save me a saturday night"
Nillson "Everybody´s talking"
Legião Urbana "O mundo anda tão complicado"
Rachid Taha "Rock el casbah"
The Who "Won´t get fooled again"
Massive Attack "Live with me"
The Act-Ups "Slam wham thankee..."
Wall Of Voodoo "Mexican radio"
The Slits "I heard it through the grapevine"
Gnarls Barkley "Crazy"
The Undertones "Teenage kicks"
America "Horse with no name"
Motorhead "Stone dead forever"

Rock in Vila

Desta vez resolvi embarcar num regresso aos anos 80, musicalmente falando, mas não dos grupos e/ou artistas que ficaram para a história. Vou reviver aqui amostras de artistas e projectos que não chegaram a lado nenhum, que ficaram pelas memórias de garagens, sótãos empoeirados e claustrofóbicos, varandas que serviam de palcos improvisados e reuniões nocturnas em esquinas de ruas que moíam o juízo aos vizinhos.

Com epicentro na Vila Chã, a partir dos anos 83/84, começaram a aparecer bandas de música formadas pela malta e movimentos artísticos que se perderam no tempo. Sonhos de adolescência e juventude que não singraram, mas que fizeram todo o sentido na altura e que, apesar de uma terrível falta de meios e apoios, foram realizados para gozo e felicidade de todos nós.

A maioria de nós vivia a música de uma forma absolutamente imprescindível, era como comer e beber-não se podia passar sem ela de maneira nenhuma. Naquela fase dos 13/14 anos chegavam-nos novidades sonoras de alguns amigos mais velhos que mandavam vir discos de Inglaterra ou que gravavam de outro amigo. Um deles, vivia ao pé do Barreirense, tinha uma imensa colecção de cassetes e discos de tudo e mais alguma coisa, não se importando de gravar ou emprestar sempre que podia. Também havia o Mamute que morava lá rua e tinha uma boa discoteca, o Filipe e um tal de Zé, um gajo porreiro assim tipo gay mas cuja discografia tinha todas as novidades mais obscuras que podíamos imaginar. Tudo malta já na casa dos vinte anos. Estes eram os principais fornecedores de som do pessoal. Claro que também comprávamos, mas as mesadas não davam para muito. Era mais barato gravar cassetes ou emissões do programa “Som da Frente” do António Sérgio, que nesta altura dava à 4 da tarde, de segunda a sexta. Ainda me lembro da primeira vez que o ouvi e a primeira música que me ficou na cabeça foi o “Tell me when it´s over” dos Dream Syndicate.


(capa da única cassete que consegui encontrar nos arquivos)


No entanto, no que toca a projectos musicais, o primeiro de todos ainda não tinha nada a ver com esta onda. Tinha antes a ver com a onda do Breakdance, que apareceu quando se estreou no Cinema Condes um filme chamado “Beat Street”. Organizaram-se autênticas excursões de malta para o seu visionamento. Eu fui duas vezes a Lisboa. Uma com um grupo para aí de uns dez e outra vez só com o Jorge e o Kevin. Apreendíamos tudo o que era passos de dança, cambalhotas, fazer o robot, a corrente eléctrica, etc.. Naquela altura estava em construção a via rápida e à sombra da ponte era onde ensaiávamos e fazíamos combates de dança. A tudo isto não foi alheio o facto de muitos amigos serem de descendência africana e de sentirem imediata identificação com este movimento, bem como com o Reggae de Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff que se ouviam em gravadores enormes (os chamados tijolos) e até naqueles antigos gira-discos portáteis. Um tipo nascido em Moçambique e que era conhecido por F.M.(Fernando Maricas) tinha um destes e passava muita música da Jamaica.

Pois então, aqui vão alguns exemplos de um grupo de amigos que não sabendo sequer tocar uma única nota, não se inibiram de mesmo assim fazer música da melhor maneira que sabiam e podiam.

Vila Street Beat – Onda Breakdance. O primeiro grupo, formado por Master J e Doctor Jorge, ou seja, eu e o meu amigo Jorge. Não havia instrumentos, apenas colagens de sons roubados a outras músicas, principalmente inspirado em Grandmaster Flash, um dos pioneiros daquilo que hoje se chama hip hop. Só gravámos uma música e dançava-se ao seu som. O Jorge quando fez 18 anos passou-se devido a um amor não correspondido, ingressou na Academia Militar e hoje é Oficial do Exército. Raramente o vejo. Foi das pessoas mais inteligentes que conheci até hoje. Mas perdeu-se um talento para a arte.

The Voice – Já com influência dos sons britânicos, como Cure, Bauhaus, Joy Division, Echo & The Bunnymen, etc.. Era formado por mim, pelo Jorge, o Tó Grande e o Kevin. Demos dois concertos (se é que se poderá chamar assim): um na varanda do Fernando e outro na esquina do café S.Francisco. Em ambos fomos corridos pelos vizinhos. Os instrumentos consistiam em tábuas com fios de pesca presos com pregos, latas de tinta e pelo único instrumento a sério, um órgão. Este não era usado ao vivo porque não tínhamos como ligá-lo à corrente. O Kevin foi despedido durante as gravações da cassete, porque não conseguia atinar com o ritmo na tampa de um frasco de café Tofina. Entrou o Fernando-o Gordo-para as percussões.
Registos: Cassete Álbum “Broken Glasses”, hit single “Que fim triste/Há lodo no cais”, gravado no meu sótão.

Os Miseráveis – Já com guitarras de caixa a sério, mas ainda com latas e tachos. Quase a mesma formação, tendo saído o Tó, ficou o Gordo no baixo e o Kevin nos ritmos (andou a praticar e conseguiu desenrascar-se). Ocasionalmente participaram o Domingoni e o Marco Heavy.
Registos: Cassete Álbum “O Incrível Mundo d´Os Miseráveis”, cujo único exemplar terá desaparecido. Cassete “Live at sótão do Domingoni”, onde foi registada uma portentosa versão de “New dawn fades” dos Joy Division.

Os Miseráveis II – Só eu e o Gordo. Tocávamos tudo, gravávamos em camadas e tocávamos por cima. Inventámos uma língua que não significava nada ou invertíamos as palavras.
Registos: Cassete mini-album “A gurna Uaca”, gravado no meu sótão.


Com Fuzão – Banda do Lulu e do Rogério Metal. Definiam-se como afro-metal, ensaiavam e tocavam para a malta na garagem do Rogério aos sábados à tarde.
Registos: Não conhecidos. Nunca tocavam da mesma maneira, porque não se lembravam da anterior.

Projecto Shit – Grupo obscuro, cujos membros nunca foram divulgados. Não deram concertos. Gravaram um clássico.
Registos: “ Cassete álbum “A Lot Of Shit”.

Satélite 2000 – Não existem dados sobre estes.
Registo: Cassete com o tema “Zeca Diabo metes medo” (desaparecida)

Os Arrasadores – Grupo punk do Bostiá e do Nuno Arrasador. Som violento e anti-tudo. O Arrasador viria a tornar-se traficante de drogas duras e membro da Juve Leo. Acabou preso. Nunca mais soube dele.
Registo: Cassete com o tema”Eu ia cagar e estava lá uma mosca”.

Ordine Nera – Música industrial cruzada com canto alentejano. Inspirado em Test Department que tinham gravado com um coro de mineiros em greve contra a Margaret Tacher.
Registo: Cassete álbum “Canto”.

Litronic Bluff – Várias guitarras sobrepostas, cada qual tocando para seu lado. Formado por Cobra Moonstar e Magazé. Inspiração Sonic Youth.
Registo: Cassete álbum “Risque de Choque Eléctrique”.

Xapa de Zinco – O César da Quinta da Lomba criou este projecto. Gravou uma cassete com sons de chapas de zinco, berbequins, martelos, bidons e com a voz da sobrinha, a Inês. Era música industrial, que na altura estava em voga no Barreiro. Os mais conhecidos desta onda foram os Rócócó, que chegaram a sair no Blitz e foram tocar ao Rock Rendez-Vous. Também havia os Andrómeda Amorfa e os P.C.P.(Projecto Carnes Plásticas). O núcleo duro situava-se na Quinta da Lomba.


António Supositório – Grupo anárquico formado à pressa para concorrer a uma selecção de bandas para ir ao Avante, organizado pela Junta de Freguesia da Quinta da Lomba. Nunca ensaiámos e fomos tocar ao anfiteatro do Parque da Quinta da Lomba. À segunda música desligaram o som alegando que estávamos a danificar o material. Até o Gengivas (ivas, ivas rock ´n roll)* tocou bateria e a Inês, de apenas 4 anos, cantou o “Atirei o pau ao gato” acompanhada por uma muralha de distorção que a organização qualificou de insuportável. Claro que não fomos apurados, mas sim uns tipos que tocaram uma versão do “Knockin´on heaven´s door” a imitar os Guns ´n Roses.


Marcante foi também a edição do único número do fanzine “ O Cibernético”. Para além da música, abarcava poesia, cinema e outras formas de expressão artística. A partir de uma ideia e força de vontade do Domingoni, com fotocópias tiradas à sucapa nos empregos dos pais, lá conseguimos editá-lo e até vendê-lo na escola. Eu escrevi sobre o Syd Barrett, o Domingoni sobre uns concertos, o César fez uns poemas, o Gordo sobre os Einsturzende Neubauten, e por aí fora. Mas o artigo que viria a tornar-se um clássico absoluto nos anais do jornalismo local foi da autoria do Kevin. Era sobre o filme “As Asas do Desejo” do W.Wenders. Pois bem, conhecendo o Kevin como conhecíamos, qual não foi o nosso espanto quando nos deparámos com um artigo que utilizava a mais refinada e cuidada linguagem que jamais algum de nós utilizara ou sequer sonhara. Ninguém tinha bagagem para escrever aquilo! Para mais o Kevin!? Aquilo estava tão elaborado, com metáforas, termos obscuros, significados que ninguém percebia, palavras rebuscadas no dicionário, que puseram em causa a autoria do artigo. Ele jurava a pés juntos que não tinha copiado nada. Tinha tido um trabalho dos diabos, um assombro de inspiração que o tinha levado a realizar aquilo e agora era posto em causa injustamente. Ficou até zangado com o pessoal.

Passado uns tempos, o Kevin organizou uma festa em sua casa, uma vez que os pais tinham ido à terra. Enquanto escolhíamos discos e cassetes para ouvir, alguém encontrou no meio de um LP uma certa revista que se pôs a folhear. E, espanto dos espantos, a páginas tantas depara-se precisamente com o artigo original que o Kevin tinha colocado no dito fanzine, palavra por palavra. Ou seja, uma cópia, uma violação de direitos de autor e o desmascarar de uma mentira. Gozado até mais não, o Kevin até ameaçou a malta que acabava com a festa e punha todos na rua. Pediu que não se divulgasse nada, ficava só entre nós, afinal que mal tinha aquilo? Além do mais, gozava agora de boa reputação junto das garinas e se o embuste fosse conhecido lá se iam as conquistas por água abaixo na Escola Secundária dos Casquilhos.

Há mais um episódio caricato com revistas escondidas pelo Kevin no meio de LP´s.
O Lulu emprestou-lhe uma vez aquele disco duplo ao vivo dos Dire Straits, o “Alchemy”. E o Kevin escondeu lá no meio uma revista da “Gina”, porque ali era seguro que a mãe quando fizesse limpeza não iria mexer. Tudo muito bem. No entanto, a dada altura o Lulu pediu o disco de volta e não reparou na revista que tinha dentro. Depois alguém lhe pediu emprestado o disco. Entretanto, o Kevin lembrou-se da revista e fala com o Lulu. Este desata numa grande gargalhada porque tinha emprestado o disco a um gajo que andava nos escuteiros e, este por sua vez, tinha dito ao Lulu que o ia emprestar ao padre de Santo António da Charneca para este o gravar. O Lulu só imaginava a cara do padre a tirar a rodela do vinil e a deparar-se com a revista da “Gina”. Um padre com uma revista pornográfica nas mãos tinha montes de piada.O que é certo é que a dita publicação nunca mais apareceu. Teria o padre ficado com ela?



* "Ivas, ivas rock ´n roll" – era um rock inventado na minha turma do 7º ano. O ivas referido na canção era relativo ao Gengivas, que era da turma. A canção era assim sempre a abrir:

Ivas ivas rock ´n roll
Bebe um litro de sumol
Vai mijar ao urinol
E aos domingos vai à missa
Com sapatos de cortiça

terça-feira, abril 25, 2006

12 Songs



"save me a saturday night"........

sábado, abril 22, 2006

Um Casamento Feliz


Tem sangue, suor e lágrimas.
Tem calma e tem agitação.
Tem rock ´n roll, tem soul, tem blues, tem punk, tem psycho, tem 60´s, 70´s , 80´and so on…
É branco e é negro.
Tem cor e tem sabor.
Tem o céu e tem o inferno.
Tem amor para dar e vender.
Faz bem e faz crescer.
É o cd que ando a ouvir.
É o meu DISCO DO MÊS!

Aqui para ouvir umas amostras .

THE ACT-UPS
"The Marriage of Heaven and Hell"
Hey, Pachuco! Recs. © 2006

quarta-feira, abril 19, 2006

O 11 de Março.2004.em Madrid


Gostava que este livro fosse cá editado em português. Não sendo possível, julgo que tentarei conseguir ler a edição original. Diz assim:

Sabia que os terroristas do 11 de Março tinham estado na polícia dias antes dos atentados?
E que El Chino, um dos cabecilhas, tinha o telefone sob escuta e que estas se interromperam no dia a seguir aos atentados?
Após dois anos de investigações policiais, judiciais e jornalísticas, e depois de uma Comissão de Investigação que não conseguiu explicar nada, a opinião pública continua sem saber quem colocou as bombas, quem as fabricou, quem ordenou os atentados a três dias de umas eleições. Mas aquilo que se sabe é que aqueles acontecimentos provocaram uma mudança politica em Espanha, cujas consequências só agora começam a notar-se.



LOS ENIGMAS DEL 11-M: ¿CONSPIRACIÓN O NEGLIGENCIA?Autor: LUIS DEL PINO Editorial: LIBROSLIBRES Fecha de publicación: 28/02/2006. Edición: 1ª. Número de páginas: 200.

Patrícia Melo

Apresento aqui uma escritora brasileira que descobri por acaso em 2001, na Livraria Notícias, ali no Rossi. No escaparte estava o título: INFERNO. Chamou-me logo a atenção. Prémio Jibuti e tal...
Tenho este hábito de escolher livros sem conhecer ou ter ouvido falar do autor. Vou pelo título, pelo nome, pela nacionalidade ou pela sinopse. Se houver algo que me palpite compro e não penso mais nisso. Claro que já tenho levado banhadas...mas aí é que está a piada! Já vim a pensar que finalmente tenho um livro do escritor X e...olha, por exº o Gore Vidal, comprei-o num alfarrabista em 1996 só porque o nome me soava bem e porque alguém o havia citado. O livro chama-se "Duluth" e não consegui passar da pág.40.
Já com o Robert James Waller sucedeu o inverso. Comprei o "Música da Fronteira" pelo título e pela fotografia da capa - que mostra um deserto onde se cruza uma estrada e uma linha de comboio (desertos, estradas e linhas de comboio são coisas que me fascinam), e de facto é excelente. Tão bom que a seguir comprei outro "Apuros em Puerto Vallarta". Estes livros fazem-nos querer lá estar no meio das personagens ou ser uma delas. São muito cinematográficos. Não entendo por que não fazem filmes destes dois e só fizeram das "Pontes de Madison County".

Dizia eu que descobri a Patrícia Melo naquelas compras à sorte e acertei na mosca! A tipa escreve bem que se farta!
De uma forma bem ritmada que parece música...e imagino música ao ler o "Inferno". Porque se trata de uma história cruzada por outras histórias, do crescimento de um miúdo no meio do caos - também a música nasce do caos para lhe construir um sentido -, e é tão cómico como perturbante. É humano (no sentido dos bons sentimentos) e é infernal como a dura realidade do morro que retrata. É o bem e o mal num só. Além de sons, evoca cheiros, lugares, ritmos das gentes, amores, traições, morte, festa e tanto mais.
E começa assim:
"Sol, piolhos, trambiques, gente boa, trapos, moscas, televisão, agiotas, sol, plástico, tempestades, diversos tipos de trastes funk, sol, lixo e escroques infestam o local. O garoto que sobe o morro é José Luís Reis, o Reizinho. Excluindo Reizinho, ninguém ali é José, Luís, Pedro, António, Joaquim, Maria, Sebastiana. São Giseles, Alexis, Karinas, Washingtons, Christians, Vans, Daianas, Klebers e Eltons, nomes retiardos de novelas, programas de televisão, do jet set internacional, das revistas de cabeleireiras e de produtos importados que invadem a favela."


Além do "Inferno", fui logo comprar estes:



No mundo da violência urbana, Máiquel é um jovem frustrado que se torna num criminoso por motivos banais: perdeu um jogo de futebol e...

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Aqua Toffana era um misterioso veneno renascentista...o livro termina assim:
"Que coincidência.Eu estava diante de uma delegacia de polícia. Achei que era uma boa oportunidade. Entrei, mandei chamar o delegado. Veio um sujeito gordo, porco, suado. Nunca vi um delegado elegante. "O que foi?", perguntou pingando.
"Vim me apresentar espontaneamente. Eu sou o estrangulador da Lapa."
Ele ficou me olhando assustado.
Facas, punhais, revólveres, estricnina. Facas. Facas.Facas. Que coisa desagradável: eu continuava com aquele cheiro a bunda na boca."

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Para mim, o melhor destes 3. Conta a história de Reizinho, que aos 11 anos começa a trabalhar para o traficante líder do morro. É de cortar a respiração. Tanto é divertido, como nos dá um soco no estômago que nos deixa sem palavras.
O miúdo é esperto, observador e apreende com mestria todos os truques e segredos do líder...um dia será ele a mandar no morro, aquele que terá as mais belas garotas e a pessoa mais importante e respeitada.


Air Force One



Aqui ao lado está uma foto do avião do presidente dos EUA, o Air Force One, com um grafiti. O autor da façanha conseguiu iludir a segurança e escreveu no avião "still free".

O tipo chama-se Marc Ecko e tem um site onde justifica a ousadia. Aqui .

terça-feira, abril 18, 2006

Discos...



Ela disse:

-Mas...tu ainda compras discos ?

Ele disse:

- Não...estou só a ver.

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Mais vale sacar do que pagar!

quinta-feira, abril 13, 2006

...os filhos, o amor e a cidade...


O Azul....




JP aos 3 anos

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A Felicidade...

DM aos 4 anos

O Amor solta-se no parque...

Aqui

Estamos

Entre

Os Filhos

O Amor

E

A Cidade...

Barreiro, 13 ABRil 2006

quarta-feira, abril 12, 2006

Portugal. The Man

Aqui estão mais uns que em breve serão famosos em todo o planeta. Inicialmente, a sua música estranha-se (o que costuma ser bom indício) e até parece que as peças não encaixam, mas pouco a pouco...vai-se entranhando e tudo começa a fazer sentido. E o que dizer do nome ?

Chamam-se:

Portugal. The Man


Pode-se ouvir aqui 3 temas:
http://www.myspace.com/portugaltheman

Album de 2006:
" Waiter: You Vultures!"

De onde são?
Wasilla, ALASKA, Estados Unidos.

sexta-feira, abril 07, 2006

Imagem da Semana

Fatal


Depois daquele memorável descruzar de pernas...aí está o "Instinto Fatal 2". Ainda não vi, mas quero ver. As críticas que li têm cascado no filme, mas não importa (também não tenho por hábito ligar aos críticos de cinema). A mulheraça, agora mais madura e sabida, vale bem a pena e pelo que se vê no trailer...hum, não deve ser tempo perdido. Sharon tu levantes mortos da tumba, pá! És uma granda STONE!

segunda-feira, abril 03, 2006

Fomos à Bo(r)la !

Lisboa, 1 de Abril de 2006, Sábado.


Eram quase 7 da tarde e a fome já apertava. Fomos aos pastéis de Belém. Desistimos porque a fila chegava à porta. Bandos de camones e outros turistas enchiam a zona, munidos das suas máquinas digitais e sorrisos estampados nos rostos.
Enfiámos pelo jardim em frente e só se viam pessoas com pacotes de batatas fritas Pála-Pála. Boa! Na parte traseira de um camião uns jovens ofereciam dois pacotes a cada pessoa. Já tínhamos lanche e ainda sobrava para o jantar. Passeámos pelo Padrão dos Descobrimentos e arredores, tirámos umas fotos e pusemos a conversa em dia.

Junto ao Estádio do Restelo havia várias barraquinhas de comes e bebes. Escolhemos uma cujo toldo dizia “Zeca Diabo”. Uma senhora com sotaque do nuorte preparava os comes enquanto o marido e filha serviam e tratavam dos bebes. Pedimos dois hambúrgueres, um cachorro e uma bifana, mais imperiais e refrigerantes. Juntámos as batatas e ficámos jantados.

Munidos dos bilhetes arranjados à borlix, dirigimo-nos para a porta 12. Que por acaso é o nosso número da sorte. Apresentação do bilhete e revista pela Polícia. O que me apalpou sentiu um objecto bicudo no bolso do casaco.
- Eh lá!, o que é que tem aqui dentro?
- É a chave do carro. Respondi eu, enquanto retirava a mesma do bolso.
- Sim senhor, pode seguir!

Bancada lateral, sector 17, Fila Q, lugares 7, 8, 9 e 10. Um belíssimo estádio e uma bela noite para ver ao vivo o jogo entre o Belenenses e o Benfica. Assim que entrámos na bancada vimos logo pessoal do Barreiro- era o Peixoto e as filhas. Lá gritámos, saltámos, insultámos a equipa de arbitragem com caras e alhadas e no final saímos satisfeitos com a vitória do SLB por 2 a 1. Os de Belém marcaram logo de início, mas o Benfica foi para cima deles e, primeiro por Miccoli e depois por Karagounis, deu a volta ao jogo de forma categórica.

Antes do início da partida, estava junto a nós um tipo de pé e de cigarrinho nos beiços que provocava o pessoal, na sua maioria afecto ao SLB, com coisas do género:
- Tomem lá, embrulhem! O Liedson acabou de marcar ao Guimarães! E vocês hoje levam aqui três na bilha, seus lampiões!
E mais:
- Já estive ali no bar a beber umas águas…Bem, agora vou beber mais uma água que já tenho a garganta seca!
Um sportinguista à procura de sarilhos ali no meio de benfiquistas?!
Bem, sportinguista era de certeza. Só que…tratava-se de um agente da autoridade de serviço ao jogo e, pelos vistos, bastante apreciador de águas…das de Vialonga.

sexta-feira, março 24, 2006

Bush

Três amostras do pensamento político de Bush:

"Eu gostaria de ter estudado latim. Assim eu poderia comunicar melhor com o povo da América Latina."

"A grande maioria das nossas importações vem de fora do país."

"Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos."

quinta-feira, março 23, 2006

Campismo Selvagem Revisited



Estavamos enfiados numa enorme fila de trânsito há mais de uma hora, naquela estrada que vem do Meco e da Lagoa, para entrar na estrada de Sesimbra. Num pára-arranca de moer a paciência a um santo, dentro de uma velha carrinha Bedford conduzida pelo sr.João Aldrabão, o pai do Russo, que também lá estava, e mais cinco tipos lixados da vida, porque tínhamos sido impedidos de entrar no Parque de Campismo da Lagoa, devido à falta do cartão de campista, que ninguém possuía. Também era a primeira vez que íamos e como podia alguém lembrar-se de tal documento imprescindível?

De repente avistámos fumo, mas não se conseguia ver a que se devia. Quando nos aproximámos do local o Kevin, com o seu sentido de oportunidade, mete a cabeça fora da janela da carrinha e exclama em viva voz:
- Eh lá, ca ganda sardinhada…já jantava!
Só que, se aquilo se tratava de facto de uma sardinhada, não cheirava a tal. E não era. Logo a seguir à curva que nos impedia de verificar se era ou não sardinhada, estava um carro avariado a deitar fumo do motor e três gajos fulos a olhar para nós e com vontade de nos irem às fuças por estarmos a gozar com o seu infortúnio. O Kevin lá pediu desculpa aos gajos ameaçadores e seguimos.
Assim que ficaram para trás desatámos a rir à gargalhada. Foi mais uma saída famosa do Kevin, uma entre tantas outras.

Chegados ao Barreiro a desmotivação era geral. Discutíamos uns com os outros e ninguém se entendia. A agora o que é que iríamos fazer? Já não se acampa? Já antes tinha havido várias desistências; começaram por ser uns quinze a dizer que iam e acabámos por ser apenas seis. O Gordo até trocou as emoções deste primeiro acampamento por uma festa betinha de final de aulas lá na sua garagem, com malta da escola que tinha namorada certa. Como nós não reuníamos esta condição essencial não fomos convidados. No entanto, ainda lá fomos petiscar uns rissóis e croquetes e mamar uma cervejita a meias, não muita que aquilo era mais sumos e coca cola. Enfim, uma festa betinha.

Conversa puxa conversa, vamos para aqui e vamos para ali, e eis que surge o inevitável “morra quem se negue!”, mas a malta vai acampar de qualquer maneira, nem que seja para a Tease Beach. Ou foi o Lulu ou o Kevin que teve a brilhante ideia de irmos para Tróia para o parque que lá havia, que os gajos nem pedem cartão nem nada. Dito e feito e siga de comboio para Setúbal. Mais por teimosia e para provar aos cócós desistentes que conseguíamos ir.
Chegados a Tróia, enfiámos pela berma da estrada enquanto íamos esticando o polegar de cada vez que passava um carro, mas não tivemos sorte. Chegámos ao parque e estava fechado. E desde aquela altura nunca mais abriu. Mais um azar do camandro! Alguns queriam voltar para casa. Qual quê? Vamos fazer campismo selvagem e mais nada! Mais uma vez dito e feito.

Escolhemos o local rapidamente quando já o sol se punha. Tínhamos duas tendas para montar antes que ficasse de noite. A primeira pertencia ao Russo, o tipo mais organizado de todos, era novinha e comprada nessa mesma semana na Tutti Sports, era do mais moderno que havia no mercado e de fácil montagem. Nesta calhou o dono, o Lulu e o Paulo Cascavél. A segunda tenda era o oposto. Nela fiquei eu, o Kevin e o Camacho. Não havia maneira de conseguirmos montar aquilo bem, uma porra de tenda em lona da idade da pedra, emprestada pelo namorado da irmã do Camacho, o Orlando, que era um grande maluco de Palhais e que havia garantido ao pessoal que era muito boa, de fácil montagem, não entrava água nem frio, e que dava para quatro ou cinco pessoas à vontade. Nada disso. Sobravam peças, não ficava bem presa ao chão e fomos arranjar pedras para a segurar, experimentámos de várias formas e nada, ninguém atinou com aquilo e ficou assim no mais ou menos bem, para o que é serve. Além do mais ficávamos bem apertadinhos lá dentro. A seguir abrimos as latas de atum, de salsichas e os panados da mamã acompanhados de cerveja quente e lá jantámos em paz e sosssego. Começava oficialmente o primeiro acampamento da malta da rua.

Mais uma vez…enganámo-nos. Estávamos na hora dos cigarrinhos, digestivos e afins, enquanto o Kevin se encontrava nas dunas de rolo de papel higiénico nas mãos e a arrear o calhau, e eis que soou um trovão e começou a chover com toda força, levantou-se uma ventania que parecia que a natureza queria descarregar a sua fúria em cima de nós. Lá veio o gajo com as calças na mão em passo de corrida e recolhemos todos às tendas. Não tardou muito para que a nossa tenda começasse a ameaçar que se soltava e enquanto uns seguravam na dita, os outros foram buscar mais pedras para aguentar aquilo. Choveu toda a noite a potes e com rajadas de vento que parecia que íamos pelos ares. Choveu lá dentro também. Para piorar as coisas, o Kevin não parou de dizer:
- Estou a ouvir barulhos….está alguém lá fora, caralho!
E nós dizíamos:
- Então levanta-te e vai lá ver!
Mas, tá quieto, não mexeu uma palha e atazanou-nos o juízo durante toda a noite. Eu e o Camacho fomos lá fora ver e de facto não havia ninguém, claro. Era do vento. Só que ele dizia que eram passos que ouvia, que íamos ser assaltados e coisas do género. Que noite de merda! O que valeu foi o vinho tinto e a vat 69 que nos aqueceu.

A outra malta dormiu confortável e nós metidos naquela bosta de tenda emprestada pelo maluco do Orlando, que queria era ver o Camacho longe para poder estar à vontade e saltar para a espinha da irmã, a Vitinha, pois claro, que por sinal era boa como o milho!

Quando nasceu o dia nasceu trouxe um sol radioso como se nada se tivesse passado, como se aquele vendaval e chuva tivesse sido produto da nossa imaginação. A moral era baixa. Não havia condições para continuar. Arrumámos a tralha e apanhámos o ferry para Setúbal. Sábado à hora do almoço estava em casa cansado, com dores de cabeça do vat 69 e deprimido com o resultado do tão ansiado acampamento, primeiro falhado em dois parques e concretizado de forma selvagem, mas inglória. Fomos motivo de chacota dos que não foram. Desta vez ficaram os cocós a rir-se de nós. Que fim triste!


Mas no mês seguinte soubemos que um vizinho fora eleito presidente do parque da Lagoa, falámos com o homem e ele arranjou maneira de nos meter lá dentro com desconto especial e sem necessidade de cartão. A partir dali, era uma semana lá, uma semana em casa, uns vinham e outros iam…e foram dois Verões muito bem passados.

terça-feira, março 21, 2006

...enfiar os dentes onde não devia...

««««######«««««************

2006/Março


Um cão quase arrancou o pénis do irmão do seu dono, na Alemanha. A história é revelada pela agência internacional Ananova, que descreve a situação.
Enquanto estava a brincar com o cão, a namorada do dono do cão gritou «ataca» por mera brincadeira, mas o animal, bem educado, acabou por enfiar os dentes onde não devia e por pouco não arrancou o pénis do homem em definitivo.
O homem pede agora indemnização à mulher que virá a ser sua cunhada porque, diz a mesma agência de notícias, a mulher não conseguiu sequer acudi-lo do ataque, uma vez que rebolou a rir no chão.
Para este homem a história não teve graça nenhuma.

Fantástica capa de um disco antigo...quando Bin Laden era cantor...

sexta-feira, março 17, 2006

Head Phones



Top MP3 para o fim-de-semana

- Les NegressesVertes "Face a la mer" (Massive Attack Remix)
- L.R.Burnside "Got messed up"
- Captain Beefheart "Her eyes are a blue miles away"
- Clap Your Hands Say Yeah "Upon this tidal wave of young blood"
- Donovan "Sunshine superman"
- Sonic Youth "Ça plane pour moi" (Plastic Bertrand cover)
- Nick Cave "In the ghetto" (Elvis cover)
- Townes Van Zandt "Waiting around to die"
- The Deadly Snakes "There goes my corpse again"




Hoje foi-me dado a ouvir uma boa surpresa musical, e é do Barreiro. Só ouvi uma vez, mas parece-me que temos musicaço para a estação Primavera-Verão que aí vem. Refiro-me aos The Act-Ups embriagados e stonados na Main Street. O tema está excelente !

Parece que o cd deles vai sair já em Abril...Estarei atento.

quinta-feira, março 16, 2006

Instantes...

11h . 30m Manhã de S*l

Barreiro, 16 Março 2006,

Polaroids

-Ó Caga-e-Tosse queres ir almoçar a minha casa?
-Quero pá!
De seguida agarra as suas partes fálicas e diz:
-Toma lá a chave!


A Sopa de Abóbora foi uma boa surpresa do sr.Fernando. Estou-lhe muito grato.
Não me importo que veja todos os dias a secção de necrologia do Correio da Manhã e que diga que conhece algumas das pessoas falecidas...

A propósito, apareceu lá um tipo que, logo me disseram, ter sido paraquedista em Tancos. Uma vez saltaram do avião, ali na zona do Ribatejo, e o gajo ficou preso e pendurado numa árvore no meio de uma ganadaria. Aproximaram-se três bois que se plantaram debaixo da árvore para lhe fazerem a folha. Entretanto, ao fazerem a contagem do pessoal faltava um. Era ele. Lá foram à sua procura até que o encontraram. O graduado manda o gajo descer da árvore... do género " ó sua libelinha do caralho desça já daí!". Ao que o mesmo infeliz e acagaçado homem que eu tive ali à minha frente responde:
- Foda-se, eu sou paraquedista não sou toureiro, caralho!
Consta que mais tarde foi expulso dos paraquedistas.
Também consta que a alcunha que lhe deram, o Morto-Vivo, se deve a que, em tempos, meteu uma dose de cavalo do de tal tamanho nas veias que o julgaram morto, de tal modo que chegou a estar na casa mortuária da Igreja de Santa Maria, velado por familiares e amigos. Só que, já pela noite dentro, naquele ambiente pesado e sonolento dos velórios, o gajo começou a tossir e levantou-se a dizer:
- Foda-se, que merda é esta, caralho!
O pessoal sobressaltou-se, apanhou um cagaço do caraças e alguns meteram a fugir a sete pés, dizendo que o morto tinha acordado.
Ficou, então, a ser conhecido por Morto-Vivo.

segunda-feira, março 13, 2006

Sugestão



Uma viagem ao passado para recordar músicas de séries de animação, de anúncios da rádio e tv e séries de ficção que nos acompanharam na infância e adolescência.

Maravilhas como Tom Sawyer, Heidi, Marco, Conan, Sandokan, Verão Azul, D´Artacão, Marretas, Amigos do Gaspar, Zé Gato, Os Cinco, Sítio do Picapau Amarelo, Fame,etc...

Anúncios míticos como a pasta medicinal Couto, o restaurador Olex, Laranjina C, Capri-Sonne, Bic, Quitoso, etc...

Músicas como Eu vi um Sapo, o Areias, Avô Cantigas e outras...

Vão ver aqui: http://www.misteriojuvenil.com/piratas_momentomagico.htm , que e não se vão arrepender.

As séries da minha preferência, na altura, eram o Tom Sawyer, Os Cinco, Sandokan e Verão Azul (o Piranha!). Além destes, adorava Uma Casa na Pradaria, Tarzan e Bonanza. Mais tarde, na adolescência, havia o Hitchcok, o Twilight Zone, o Polvo, os Goonies, o Sherlock Holmes, Monty Python Flying Circus, Beni Hill, a Maude, Allô Allô, o Homem da Atlântida, e mais que não recordo agora. Nunca gramei muito o Dallas, nem o Fame.

sexta-feira, março 10, 2006

AC/DC

Ontem Cavaco foi ordenhado,...perdão, ordenado Pés e Dentes da Nação.
Portugal divide-se em dois períodos históricos:
Antes de Cavaco (AC) e depois de Cavaco (DC).
O que dá AC/DC, tal como Cristo e tal como a banda de rock.
Sampaio foi mais do obnóxio cuncumitante da ética democrática e do ó pá... este é mais aaaahhh...
Agora, é só esperar e gramar 10 anos de pastilha.

E mais não disse.

quinta-feira, março 09, 2006

Discos Perdidos


Capa de um e.p. d´OS MORGANS, grupo português dos anos 60.

BENFIIIIICAAAA !!!!!!

Champions League
Anfield Road


Liverpool 0
Benfica 2
(Simão,Micoli)

quarta-feira, março 08, 2006

Dia da Mulher


Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
a barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que “dele” não lembra nem o nome?
(by correntes de e-mail!)

Kissinger Não é Bem-Vindo !

Henry Kissinger (aargh!!) vem a Portugal para uma conferência em Maio...

Não deixem que isso aconteça!

Ver "O Império das Mentiras" aqui:

Http://mentirocracia.blogspot.com

Adeus Ali Farka Touré - 07-03-06


2006/03/07 ** Morreu Ali Farka Touré

Ali Farka Touré, um dos músicos africanos mais conhecidos, vencedor de dois prémios Grammys, morreu esta terça-feira no Mali, após doença prolongada, anunciou o Ministério da cultura maliano, citado pela Agência Lusa.
Touré, um dos pioneiros do jazz conhecido como «Mali Blues», morreu na capital do Mali, Bamako, aos 67 anos, e será sepultado quarta-feira na sua aldeia natal, Niafunke, no norte do país, junto ao rio Níger, segundo a mesma fonte.
Conhecido também como «Bluesman» de África, Touré tocava guitarra e gurkel, um instrumento de cordas tradicional do Mali, e ganhou prestígio internacional depois de vencer o primeiro Grammy em 1994 pela sua produção conjunta com o guitarrista norte-americano Ry Cooder do álbum intitulado «Talking Timbuktu».
Apesar de sempre ter afirmado que a sua música tinha raízes nos sons tradicionais do norte do Mali, aparecia em palco com chapéus de cowboy e reconheceu por várias vezes que se inspirava também em músicos ocidentais reconhecidos como Ray Charles, Otis Redding e John Lee Hooker.
O segundo Grammy foi-lhe atribuído este ano na categoria de música tradicional do mundo pelo álbum «In the Heart of The Moon», que produziu em colaboração com o seu compatriota Toumani Diabate.

in Portugal Diário

terça-feira, março 07, 2006

Alto Seixo Dixit

Segunda-Feira, 6 de Março de 2006. São 23 h e 20 m e aqui estou eu, como sempre às 2ªs, a ver a série "Roma" no canal 2. A noite está calma lá fora...aliás, estava. É que, de repente, vem alguém a passar na rua aos berros, o que me tira o sentido do Senado romano e interrompe a leitura à minha cara metade. Quando passa por baixo da nossa janela é que consigo descortinar as palavras que ia repetindo, ei-las:

- Esta rua é uma rua de merda, é só putas e cabrões!

E lá se afastou absorto na sua ladaínha nocturna.





O primeiro senhor está sentado no banco e há outro que se aproxima. O primeiro pergunta-lhe:
- Ó Amorim gostas de jogar à sueca?
O outro responde:
- Gosto sim.
Então, o primeiro arremata-lhe com esta:
- Então, embaralha com a língua que o trunfo é c**a!

sábado, março 04, 2006

Aviso

O Ministério avisou:



Ou não viram, ou não ligaram, ou burrifaram-se para o aviso e, mais tarde, este foi o resultado:






Comentários


Esta manhã, duas pessoas que olhavam para as gordas deste jornal comentavam os títulos:

"Mel C assaltada por fãs em Lisboa"

Comentário:
"Olha, diz que esta foi assaltada em Lisboa! Isto está bonito, está!"

*************

"Brasil - avião da TAP aterra fora da pista"

Comentário:
"Foi por causa da neve!"

sexta-feira, março 03, 2006

Descubra as Diferenças


Num mesmo corpo coabitam a Bela e o Monstro.
Ou será com e sem ressaca?
Ou as gajas são na realdidade bué de fatelas e é só cremes e botoxes?
Ou têm que dormir com o produtor para terem trabalhinhos?
Ou clonaram só a parte boa?

Vai lá, vai...! Chiça!

quinta-feira, março 02, 2006

Saudades Gastronómicas

Ela disse:
- Há tanto tempo que não comemos uma Telepizza.

Ele disse:
- Não tenho saudades nenhumas disso.

Depois

Ele disse:
- Há tanto tempo que não comemos um Ensopado de Borrego.

Ela disse:
- Vai-te mas é catar!

Esther - Clandestina

Sentada numa sala de um centro para imigrantes clandestinos em Bayti, perto de Casablanca, Esther diz que foi a sua mãe, doente e divorcida, quem tomou a decisão de a enviar para a Europa. Pagou 200 euros a Kofi e Rosette, um casal que ia emigrar com os seus três filhos e que tomaram conta de si.

Desde Brazavile, Rep.Dom.Congo, chegaram a Bamako, no Mali. Ali conseguiram documentação falsa e seguiram de autocarro até à Argélia. Chegados, a polícia descobriu-os e retirou-lhes os papeis. Passaram fome, sede e sofreram com o frio insuportável do deserto. Esther conseguiu trabalho na apanha do tomate num local perto de Argel. Foi dando para juntar algum. Mas, quando se preparavam para rumar a Marrocos, foram assaltados e roubaram-lhes todo o dinheiro que tinham. Mais tarde, seguiram para Marrocos, andaram noite seguidas para tentar entrar naquele país, dado que a fronteira se encontra oficialmente fechada. Chegaram à cidade marroquina de Oujda, onde conseguiram obter nova documentação.



Dali, em vez de seguir para norte até Melilla com os outros, foi parar sózinha a Casablanca onde deambulou pelas ruas desconhecidas, até ser acolhida por Jean-Luc Blanc, um pastor evangélico, que a levou para o centro onde se encontra a contar a sua história. Agora frequenta um colégio onde ensinam francês e árabe. Já fala ambas as línguas.

As autoridades marroquinas, para limparem a má imagem na sua relação com os imigrantes clandestinos, organizaram uma visita de jornalistas a este centro. Havia no grupo um jornalista congolês. E a notícia passou no Congo.

Esther esboça um sorriso. Acabara de receber uma chamada da sua mãe, que tenta arranjar dinheiro para a levar de volta a Brazaville. Há três anos que não se vêem. Há três anos que não se falavam. Esther tem agora doze anos de idade e muitos mais de sofrimento.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Capas de Discos




Freddie Gage ? Quem será o tipo ? A dizer que os amigos estão mortos...fotografado num cemitério e tudo. Um pintas deste calibre teria mesmo amigos ?
Bem, através de uma dica do Correio da Manhã, encontrei um site (zonicweb) que tem um top das piores capas de discos e não só. É o máximo!
Mas, estranhamente, não vem lá nada de Portugal. E nós temos material para nos batermos em qualquer campeonato mundial de capas foleiras, e temos artistas que foram longe nesta arte e que desbravaram novos caminhos.

Aqui vai, então, uma pequena contribuição nacional:




A camisa vale ouro!

domingo, fevereiro 26, 2006

O Sistema Bancário

"A ideia foi lançada para debate durante uma conferência sobre o "Futuro dos Sistemas de Pagamentos na Europa". Santander-Totta, BCP, BPI e Caixa Geral de Depósitos ouviram e concordaram. Cobrar comissões para reduzir custos Os principais bancos querem cortar com o passado. Dizem que o futuro passa pelas comissões. Uma forma de reduzir os custos das operações "





"Os principais bancos portugueses querem cobrar comissões na utilização dos cartões de débito, vulgo cartões multibanco. A ideia, já antiga, volta agora a ser defendida pelo BES, BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Santander-Totta. "

Esta cambada de piratas, também conhecidos como bancos, quando mais ganham mais querem e não descansam enquanto não nos sugam até ao osso. Inventaram uma ficção chamada sistema bancário que, na verdade, apenas os serve a eles e aos mais ricos. Ora vejam aqui http://www.realidadeoculta.com/bancos.html como é que a coisa funciona.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Imagem da Semana


O livro deve ser muito interessante.
A fruta faz bem à saúde.

The Road To...


Este já cá canta !

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Zeca

1987 - 23 Fevereiro
Morre - Zeca Afonso





- -- Coro da Primavera -- -


Cobre-te canalha / Na mortalha / Hoje o rei vai nu / Os velhos tiranos / De há mil anos / Morrem como tu / Abre uma trincheira / Companheira / Deita-te no chão / Sempre à tua frente / Viste gente / Doutra condição

Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores

Livra-te do medo / Que bem cedo / Há-de o Sol queimar / E tu camarada / Põe-te em guarda / Que te vão matar Venham lavradeiras / Mondadeiras / Deste campo em flor / Venham enlaçadas / De mãos dadas / Semear o amor

Ergue-te ó Sol...

Venha a maré cheia / Duma ideia / P'ra nos empurrar / Só um pensamento / No momento / P'ra nos despertar / Eia mais um braço / E outro braço / Nos conduz irmão / Sempre a nossa fome / Nos consome / Dá-me a tua mão

Ergue-te ó Sol...

Palácio das Necessidades...Caninas

O fantástico edifício do Tribunal do Barreiro permite que se passe por baixo do mesmo. Ali, no verão é um local bastante aprazível devido à sombra e frescura. Poderia ser aproveitado como espaço de lazer; umas mesas poderiam juntar idosos a jogar às cartas ou ao dominó, uns bancos poderiam servir para as pessoas porem a conversa em dia, até para quem vai tratar assuntos da justiça poder descontrair um pouco, as crianças poderiam juntar-se ali para brincar, andar de bicicleta, enfim, um espaço ao ar livre propício ao convívio e à boa vida. Mas não, nada disto se passa por ali.

O que ali se passa é que, provavelmente, esta cidade foi pioneira na criação de um novo local que funciona como um 2 em 1: por um lado um mamarracho com a sua imponência ao rubro e que nos transmite a grandeza e poder da Justiça e, por outro lado, ali debaixo do palácio das leis um imenso cagatório e mijatório para os fiéis amigos dos donos, os cães! Isso mesmo, um tribunal + um WC cão, dois em um.
É vê-los logo ao nascer do dia, vêm pela trela do dono, este acende o primeiro cigarrinho, passam pelo tribunal e lá vai disto que é festa! Largam o cagalhão da ordem e retornam a casa, porque o dono tem que se despachar para ir trabalhar.

Numa destas belas manhãs, a funcionária da Câmara encarregue de limpar o local depara-se com uma senhora e a sua cadelinha procedentes dos prédios amarelos. A senhora apresenta-se bem vestida, cabelo arranjado, a pele cuidada, lábios pintados, as unhas também, aparentando até menos idade do que as cinquentas e tais primaveras que já leva desta vida. Tinha um ar distinto. A cadelinha não perde tempo e faz o seu cocó. De seguida a dona chama-a e começam a abandonar o local, quando a funcionária da Câmara se lhe dirige: “Olhe, desculpe lá! Então não trouxe o saco para apanhar a porcaria que o animal fez?”. A outra, embora não esperando aquela abordagem, responde quase de imediato: “Eu é que lhe estou a pagar o ordenado para você limpar, portanto não tenho eu essa obrigação!”. “Ai não tem? Pois olhe, no fim do mês vou lá bater à sua porta para me dar o ordenado…se é você que me paga!”. Diz a outra: “Olhe, se não está satisfeita vá para o pinhal de Coina que lá também se ganha bem!”.
A funcionária da Câmara teve que se retrair e contar até dez para se acalmar, porque a sua vontade era enfiar-lhe umas valentes vassouradas pelos cornos, mas estava de serviço e dava mais aspecto. No entanto, jurou logo ali perante a outra que não se iria esquecer da sua cara e que, quando a apanhasse e não estivesse fardada, lhe arrebentava a cabeça contra a parede mais próxima, que era para ela aprender a não ser malcriada…a puta d´um raio!

sábado, fevereiro 18, 2006

Levar um Boi a Tribunal ?!


Um fim de tarde no Hospital Nª Srª do Rosário, no Barreiro, num corredor está um homem deitado numa maca. Acabou de recuperar os sentidos e olha à sua volta.

“Batas brancas? Parecem enfermeiras. Isto aqui é uma maca!…isto é o hospital, pá! Que merda é esta?”
“Então o senhor não sabe?” Diz uma das enfermeiras que, vendo que o homem despertara, se aproximara dele.
“O senhor foi colhido por um boi numa largada!”
“Ai fui…?” Diz o homem, ainda mal refeito do seu estado de apagamento que durara umas horas.
“Então, não se lembra que foi à largada da Moita?”
“Pois fui, pois fui…”.
“Olhe, teve você muita sorte, porque podia ter morrido desta! Vá lá tenha calma, que o médico já o vai ver. Vai correr tudo bem”.

O senhor A. (vou omitir o nome, porque o mundo é pequeno e nunca se sabe), tal como faz há vários anos no mês de Setembro, não perde uma largada matinal nas festas da Moita. A sua rotina era sempre a mesma naqueles dias; apanhar o comboio no Barreiro, sair na Moita, andar a pé até ao recinto das festas, ver a largada e, por volta das 11h.30m, comer um courato e mamar uma cervejola fresquinha. Depois, apanhar o comboio de regresso por volta das 12h.15m a tempo de almoçar em casa.

Naquele domingo interrompeu-se a sua rotina, para seu grande azar.
O homem olha para um lado, olha para o outro, volta a olhar e não há sinal de boi nas proximidades. Desce da paliçada, atravessa a avenida que serve de recinto onde largam os bois e vai descansadinho da vida, já a salivar o belo courato que iria trincar.
De repente, zás! Vem o boi disparado a grande velocidade por trás de si, espeta-lhe uma marrada nas costas, levanta-o no ar e cai esparramado no chão. Diz quem viu. Por sorte, há uns tipos que estão do lado de fora que puxam o corpo inanimado do senhor A., porque o cabrão do animal já lá vinha de novo para mais uma dose de porrada.

Foram dois dias internado cheio de dores por todo o corpo, três costelas partidas, hematomas e por aí fora, e sem poder ler o jornal a “A Bola”!
Jurou para nunca mais. Até à próxima, diz quem o conhece bem.

Passam duas ou três semanas e recebe em casa uma carta do hospital para pagar 80 euros. O homem atira-se ao ar, vem para a rua reclamar com aqueles chulos, bandidos, ladrões que já tinha pago 12 euros e agora queriam mais, que não pagava nem mais um cêntimo e mandou a mulher ir lá ver o que era aquilo.
Afinal, tudo se resolveu, houve uma confusão e não tinha mais nada a pagar.

No entanto, o assunto não terminava ali. A funcionária da secretaria informa a esposa do senhor A. que tinha ali uns papeis para lhe entregar e que se destinavam a fazer queixa do agressor ao tribunal.
“Desculpe, não estou a perceber”. Diz-lhe a esposa.
“Então, o seu marido não foi agredido? Agora leva aqui esta papelada para apresentar queixa do agressor no tribunal”.
“No tribunal?!”
“Sim, minha senhora, o seu marido não foi agredido?”
“Foi…mas o agressor era um boi!”
“Um boi?! Deve haver uma confusão no processo!” Comentou a funcionária.
“Então, agora o meu marido vai levar um boi a tribunal ?! Mas que grande parvoíce é esta?!”.

O senhor contou esta história ali na rua e foi o pagode geral. Começaram a meter-se com ele “olha o forcado!”; “olha o toureiro!”; “então, quando é que é o julgamento do boi?”; “precisas de testemunhas?” e coisas do género.

Presentemente o senhor está recuperado e aguardam-se as próximas largadas…na Moita.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Cartoons e Coincidências...

Ele há cada coincidência...
Ver aqui: http://www.mentirocracia.blogspot.com

A Ver o Mar




















Praia do Meco, 15 de Fevereiro de 2006

Desde o verão que não víamos o mar.
Para desanuviar.
Brincar na areia.
Atirar pedrinhas.
Deitados na areia.
Cheirar e olhar a imensidão.
Gostava de viver junto ao mar.
Muita cidade atrofia-nos.
Muita gente sufoca-nos.
Aqui somos poucos e há espaço.
Devíamos vir cá mais vezes.
Sabe bem e não ofende ninguém.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Sexo é como Bife com Batatas ! ?




"Por mais que se goste de bife com batatas, comer sempre o mesmo prato da mesma maneira enjoa", disse hoje a ginecologista Maria do Céu Santo durante a apresentação do estudo da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA) sobre a Epidemiologia das Disfunções Sexuais em Portugal.


A especialista da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) lembrou que, ao fim de quatro anos de vida em comum, o desejo sexual diminui.

Um facto que tem outras explicações, além das hormonais.
"Quando estamos apaixonados arranjamo-nos para o parceiro, mas depois de estarmos juntos pomo-nos bonitas para os colegas de trabalho e muitas vezes chegamos a casa e vestimos roupa prática e desarranjamos o cabelo", disse.
Os homens, prosseguiu a ginecologista, optam por não fazer a barba durante o fim-de-semana e parecem porcos- espinhos que picam ao dar beijinhos.

Por outro lado, a rotina e o stress leva muitas vezes os casais a terem menos sexo ou a fazê-lo sempre da mesma forma.

Segundo Maria do Céu Santo, a resposta passa pela cozinha, ou seja, por utilizar no sexo a mesma criatividade que se aplica para transformar um simples bife num verdadeiro manjar.

Outra solução é não deixar o sexo para o final do dia quando "não há força nem para puxar o lençol", disse, recomendando a manhã ou o período anterior ao jantar para as relações sexuais.


Aguardo comentários sobre a matéria.


E, já agora uma anedota:

Um casal de portugueses com um filho emigra para a Suíça, onde dão Educação Sexual na escola.
O filho à hora de jantar pergunta ao pai:
- Ó pai, quando fazes sexo gostas mais de ficar por baixo ou por cima?
Responde o pai:
- Ó seu grande mal educado, mas que pergunta é essa?
Diz a mãe:
- É que eles aqui dão Educação Sexual na escola, não é como lá em Portugal, isto é um país moderno, se calhar é alguma coisa que falaram lá na escola. Deixa lá o miúdo.
Entretanto o puto abandona a mesa a chorar e vai para o seu quarto. A sra. lá consegue convencer o marido a ir falar com o filho, que aquilo não tem mal nenhum.
O pai abre a porta do quarto e vê o miúdo a masturbar-se.
Diz o pai:
- Tá bem, acaba lá os trabalhos de casa e depois vem falar comigo!

Estação de Serviço



Pois é, ao preço que estão os combustíveis e com o poder de compra a diminuir, qualquer dia aparecem por aí estes postos para atestar o depósito.

O Bombeiro Pirómano

O Ocidente é pirómano: desde o Renascimento europeu deitou fogo aos seus próprios terreiros, às instituições da sua ordem antiga, pré-revolucionária, e levou-o até aos quatro cantos do mundo. As suas armas foram os progressos técnicos, o fervilhar incessante de ideias, a violência militar. Também é bombeiro, pois só ele possui os meios para apagar os fogos que ateia. O drama é que quando os apaga, muitas vezes é tão violento como quando os ateia. Foi assim, por exº, que fez jorrar a chama do comunismo, apagando-a depois num apocalipse de violência que se desenrolou fora das paredes da sua casa. Ao proceder deste modo, ateou os incêndios identitários que assolaram o planeta; depois do 11 de Setembro, procura apagá-los, não sem novas violências.

Perante um quadro destes, o discurso narcísico do Ocidente recusa reconhecer a sua omnipotência e responsabilidade. As convulsões e as violências não seriam o resultado da ocidentalização do mundo, mas o da incapacidade dos povos não ocidentais de assumirem a modernidade, de serem pacificamente democráticos, como são as grandes democracias ocidentais que enterraram definitivamente entre elas o machado da guerra e da violência. Franceses, ingleses, alemães, que combateram entre eles durante séculos pelo domínio da Europa e do mundo, estão hoje em paz e realizam pacificamente a união progressiva da Europa. Não seria, portanto, a ocidentalização do mundo que provocaria os conflitos, mas, pelo contrário, os fanatismos religiosos ou étnicos, a incapacidade de edificar o Estado moderno, que ainda persistem fora do Ocidente e que estão na origem de conflitos onde é solicitada a sua intervenção para restaurar a paz.

De qualquer modo, os EUA seriam polícias involuntários chamados em socorro, um império contra a sua vontade, pois poderiam perfeitamente viver no isolacionismo, fecharem-se no seu continente que contém tantas riquezas, que não precisaria desse imperialismo para prosperar. Os bem-pensantes desta nova ordem internacional justificam o caos das situações de crise unicamente pela loucura de Sadam no Iraque, Milosevic na Sérvia ou os talibãs no Afeganistão, sem os quais não teria havido crise e, portanto, intervenção ocidental - em suma, pela existência de um “eixo do mal” que teria sucedido ao “império do mal”.

Podemos ir mais longe nesta lógica: Sem o pendor “inato” do Islão pela guerra santa e a sua suposta recusa das outras religiões, não teria havido Osama Bin Laden nem guerra no Afeganistão, Israel viveria em paz e não teria de se defender constantemente contra os palestinianos ou os libaneses que lhe são hostis por definição. Devido à sua constituição genética cultural, o Ocidente é racional, democrata, pacifista, só combatendo quando é forçado a fazê-lo, ou porque é solicitado pelas vítimas, ou porque é injustamente agredido. O Oriente não consegue curar-se dos seus fantasmas religiosos ou tribais, plantados nos seus genes, e o Ocidente não pode tolerar desordens que se arriscam a ameaçar a ordem do mundo, decerto imperfeita, mas que precisa de um polícia para a manter. O Ocidente é apenas um bom bombeiro voluntário e acusá-lo de pirómano seria dar provas de uma paranóia grave que é preciso calar.


O medo da mudança

Assim se pôs no índex o discurso crítico, selvaticamente combatido por um forte terrorismo intelectual que perguntará nesciamente ao interlocutor que põe em causa o discurso narcísico e essencialista: “Mas, por muito imperfeita que seja a ordem ocidental, quer substituí-la pelo quê?”.

Diálogo de surdos entre dois discursos que se recusam ouvir-se ou que, pelo menos, não podem entender-se. Num caso, o do essencialismo e do narcisismo para o qual a natureza humana está fixada em grandes categorias antropológicas caracterizadas por invariantes que classificámos de “imaginárias”, construções intelectuais artificiais que lançam um véu sobre fenómenos do poder, o do ocidente, e da queda, o do oriente. No outro, o do espírito crítico e corrosivo, domina a crença na possibilidade permanente de mudança, de progresso nas instituições humanas e na moral universal. Mas este espírito corrosivo assusta, tanto no Ocidente como no Oriente.


Nota:
Do livro de Georges Corm "Ocidente/Oriente - a fractura imaginária"
Edição Teorema 2004

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Só Uma Perguntinha



"LUCROS DA BANCA DISPARAM APESAR DA ESTAGNAÇÃO ECONÓMICA"

Eu pergunto:

"Apesar" ou "Por causa da..." ?

A Imagem da Semana




Para que não restem dúvidas...